domingo, 20/05/2012

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Um santo no centro

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No dia 26 de maio de 1974, um domingo, São Josemaria Escrivá visitou o Centro Universitário do Pacaembu para um bate-papo com estudantes e profissionais jovens. Tão logo entrou na sala de estar, deixou todos à vontade.

- Vou procurar falar devagar. Vocês me entenderão? Se vocês falam devagar, nos entenderemos... mas às vezes me esqueço e começo a falar depressa, e então não me entendem.

O primeiro tema da conversa foi o trabalho.

- O trabalho não é um castigo, é um bem. Há 47 anos - afinal, sou um pouco menos jovem - venho fazendo um trabalho para Deus.

Depois, o Brasil.

- Esta terra é um mundo inteiro. Eu já estou cansado de dizer nestes dias (da minha estadia aqui) que é um continente, não só uma nação. É um País maravilhoso: grande, grande, grande, e necessita de personalidade grandes em todos os lugares! Em qualquer trabalho, porque não há trabalho pequeno.

plaza2Então, o mundo:

- Amo muito vocês porque o Brasil é uma mãe fecunda, que abre os braços a pessoas de todas as raças, de todas as línguas, procedentes de todas as nações, e as une, torna-as brasileiros. Porque este país grande e jovem sabe que não formamos mais do que uma só raça e uma só família: a família dos filhos de Deus. Nenhum de nós é mais do que o outro. Todos somos iguais.

Para depois entrar no coração dos seus ouvintes:

- O amor vale a pena. Eu disse não ao amor terreno porque o Senhor me pediu. Mas vocês - muitos - podem dizer sim e procurar uma garota boa e bonita para que seja a companheira de toda a vida. Não há nenhum empecilho. A não ser que o Senhor peça a vocês o que pediu a mim. Ele pode fazer isso. Mas, nos dois casos, o Senhor quer vocês felizes.

- O Senhor está na cruz, mas não como alguns pensam: "Eu padeço aqui com raiva, padeçam vocês também..." Não! "Eu padeço para que vocês sejam felizes." Ele nos quer felizes na eternidade e já nesta terra.

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- Quando um réu confessa um crime, é castigado. Mas quando confessamos a Deus e lhe pedimos perdão, Ele nos perdoa. Que grande amor! Por isso vocês e eu devemos aprender a perdoar. Uma das coisas que precisamos ter no coração é o perdão. Quando apregoam por aí o ódio, a luta de classes ou a ambição louca do dinheiro - que leva a uma conduta desonesta -, rejeitamos.

- Vocês tem o direito e o dever de falar com Deus, de buscá-lo! E já disse a vocês onde o encontrarão: no trabalho, na rua, junto dos amigos, na família. Buscai-o dentro do coração, na intimidade da alma: Ele está ali! Ele não vai embora! Não o expulsem com o pecado grave. E se um dia vocês tropeçam em uma debilidade, não tenham vergonha: somos de barro. À confissão!

Depois, houve um momento de perguntas que terminou com uma música cantada por dois rapazes acompanhados por um violão. Por fim, a benção.

- Obrigado porque vocês me proporcionaram um momento encantador.